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10/09/15

REINCIDÊNCIAS

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Fiscalização encontra irregularidades no Acre

 

Infelizmente, a notícia não é nova. Diariamente, nós recebemos denúncias de irregularidades nos setores de radiologia espalhados pelo Brasil. Como dissemos, não é uma novidade, mas tais ocorrências não devem ser banalizadas. Afinal de contas, mesmo diante do pouco caso das autoridades, a radiação ionizante continua com pleno potencial de afetar a saúde das pessoas, principalmente a dos profissionais que lidam diariamente com substâncias radioativas. Isso significa dizer que os gestores públicos são responsáveis por vidas e vidas, amigo leitor, que nos são caras.

Segundo o relato, a equipe de fiscalização do Conselho Regional de Técnicos em Radiologia que abrange o estado do Acre (CRTR 18ª Região) encontrou irregularidades na Unidade Mista de Saúde da cidade de Assis Brasil. A instituição submete o único funcionário a péssimas condições de trabalho, onde tem paredes com rachaduras, materiais sem local apropriado para depósito, com mofo, sem exaustor e o mais grave: em dez anos de trabalho, o técnico em Radiologia jamais usou dosímetro. A equipe da Vigilância Sanitária, responsável por fiscalizar e punir essas irregularidades, já esteve por lá, mas não resolveu a situação.



“Em todas as situações, encontram-se irregularidades que colocam em risco a saúde do funcionário e dos pacientes atendidos no local. São passíveis de penalidades, pois vão de encontro às diretrizes básicas de proteção radiológica contidas na Portaria ANVISA n.º 453/98 e na NR-32 do Ministério do Trabalho e Emprego”, explica a presidenta do CONTER, Valdelice Teodoro.

Josiane Ramos, agente fiscal do CRTR 18ª Região, ficou abalada com a visita. “Como o profissional trabalha sozinho no setor, não tem tempo nem para cuidar da própria saúde”, argumenta. Infelizmente, nesses casos, nossa atuação é limitada, o que não nos impede de cobrar explicações sobre o caso. A Unidade foi autuada pelo CRTR por não ter Supervisor da Aplicações das Técnicas Radiológicas (SATR).

O CONTER emitiu ofício solicitando informações sobre o caso à Vigilância Sanitária e à Prefeitura Municipal de Assis Brasil, além de acionar o Ministério Público com o objetivo de resolver a situação.